Nada se perde, tudo se transforma – o código genético da Treta renasce em 2016. Antigamente, a vida era uma selva. Agora, a vida é uma selfie. Zezé (José Pedro Gomes) prossegue a sua luta contra o bom-senso, a solidariedade, o trabalho e outros conceitos primeiro-mundistas, desta vez na companhia de Júnior (António Machado), o filho de Toni que Zezé nunca quis ter. Numa comovente irritação entre duas gerações perdidas, discutem-se pragas que assolam o mundo moderno deste saudoso bairro em vias de extinção.
Uma das mais importantes vozes do Fado contemporâneo, Raquel Tavares apresenta o seu novo disco “Raquel”, um registo onde a artista mostra todo o seu mundo. Raquel canta pela primeira vez com 5 anos de idade, e aos 12 anos já participa em concursos de fado, conquistando 14 primeiros lugares, entre eles o da mítica Grande Noite do Fado, no Coliseu de Lisboa em 1997. Em 2006 edita o seu disco de estreia “Raquel Tavares”, que lhe vale de imediato os prémios Amália Rodrigues e Casa da Imprensa na categoria revelação. Desde então Raquel tem desenvolvido um percurso que já a levou a alguns dos palcos mais importantes do mundo, em países como Espanha, França, UK, Alemanha, Brasil, Argentina, Estados Unidos, China ou Austrália, entre muitos outros. Em 2014 o conceituado jornal “A Folha de São Paulo” elege os seus concertos no Festival de Fado do Brasil entre os 5 melhores do ano, juntamente com artistas como Paul McCartney, Caetano Veloso ou Arctic Monkeys. Sete anos depois do último registo, chega até nós o seu terceiro álbum de originais – Raquel que vai ser lançado a 6 de Maio. Produzido por Fred Pinto Ferreira, JP Ruela e Tiago Bettencourt,  “Raquel” apresenta-se como sendo um reflexo da própria artista, que desta vez nos transporta para a sua essência mais profunda, onde o Fado impera, mas também um conjunto de sonoridades e vivências que fazem de Raquel Tavares uma artista muito especial. O novo álbum conta com composições de António Zambujo, Miguel Araújo, Tiago Bettencourt, Rui Veloso, Jorge Cruz ou Mallú Magalhães, nunca esquecendo os compositores do seu Fado, Alfredo Marceneiro, Pedro Homem de Mello, João Dias, Carlos Rocha ou Arlindo de Carvalho. Com a participação de Carlão, Rui Veloso ou António Serrano, “Raquel” foi gravado por um extraordinário grupo de músicos que contribuem para álbum marcante.  É na genuinidade  que está enraizada a identidade de Raquel Tavares, que é reconhecida pelo público e imprensa, que a recebem com um carinho e gratidão únicos.

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